domingo, 22 de novembro de 2009

a novela dos cabelos


É sempre a mesma coisa. Mas dessa vez foi a última vez que faço isso.
Corto meu cabelo e passo meses até que ele finalmente cresce, os cachos pesam e ele fica comprido, então fico toda feliz e empolgada porque ele está do tamanho que eu sempre quis, aliás ele está "quase" lá. Mas devido ao tempo que fiquei até então sem cortar, a franja crece e deixa minha testa lambida (pelo menos dessa vez não fiquei tão ruim sem franjas, porque não uso mais óculos, ufa!) Mas é quando me animo a ir ao cabelereiro cortar a franja. Logo sou motivada a cortar as pontas, afinal o cabelo precisa e isso dá força e talz. Conlusão: Eu corto "as pontas", ele fica mais leve, enche volta ao tamanho inicial.
Mas agora eu juro que fico sete anos sem tirar no comprimento dele!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

bons tempos de centro.

Está super comum as pessoas perguntarem como estou de casa nova. Para quem quer saber, tirando a falta que faz os armários que serão colocados mês que vem, está tudo beleza, uma maravilha. Mas preciso admitir, tenho saudade do Centro.
Como era bom morar no centro. Era sempre a mesma coisa: Numa festa, num evento sempre havia alguém que ia passar perto da minha casa. Acabou-se o que era doce. Por mais que aqui seja um bairro de passagem, quem vai para a Pampulha vindo da Savassi, por exemplo, não passa aqui. Tudo bem, vou me acostumar a descer por último do táxi.
E onibus? Aqui não há do que reclamar no sentindo de quantidade de linhas. Se não estiver enganda só no passeio aqui de casa param nove números de onibus azuis diferentes. É realmente bastante opção. Mas ônibus? Para quem pegava pouco, agora sou obrigada a pegar muito, aliás relativamente muito. E é como sempre digo, por volta das 22h30 a rua em BH volta a se movimentar, as pessoas passando, trocando de onibus, sentadas e em pé nos pontos, e lógico isso significa ônibus cheio. Para quem andava três quarteirões para chegar a especialização, pegar o 8102 cheio hoje não foi nada interessante.
Se eu pudesse, eu voltaria a pé, aqui é perto do centro, mas depois da aula fica bem complicado. Seria um trajeto bem punk. Ah, se eu tivesse uma turma, ou um namorado ou pelo menos um visual bizarro medonho punk eu juro que animava voltar a pé. Só para não ficar em pé no ponto e no ônibus. Hoje sai para assistir aula no segundo horário, quando vi já estava no meio do viaduto e mesmo com horário de verão já era noite, bem noite mesmo, mais de 20h, mas não tive que esperar e isso foi otimo.
Isso porque nem falei dos dias de aula na Federal! Eu sei que nesse caso não havia como escapar do onibus, mas que saudade de pegar o 5102. Por volta das 19h era até meio comum o trânsito agarra um pouquinho na Predro II, mas nada que se compara as reformas da Antônio Carlos. Para começar a falar sobre esse processo, o ônibus sentido Santo Antônio eu pegava no segundo ponto dentro do campus, podia escolher a cadeira. Já o 9502 já chega a Fafich mais sobrecarregado um pouco e é bom andar rápido na escolha da cadeira se não fica sem. Final de aula e todo mundo no ônibus, que maravilha também! Nem sempre dá para sentar naquela cadeirinha mais alta que na minha opinião ventila bem mais. Até pegar a Avenida Antônio Carlos é uma verdadeira viagem turistica no bairro São Francisco e quando você acha que ele já vai pegar a Avenida no meio, tudo está só no inicio.
E o ônibus vai só enchendo, horário é sempre horário. E hora de sair da aula é sempre toda igual. Todo onibus lota antes do Centro, o problema do 9502 sentindo São Geraldo é que quando ele já está bem "cheinho" ele para no Uni-BH da Lagoinha e a situação fica quase insustetável. E asism prossegue o caminho, quando desço dele, a coisa ainda está feia. Porém isso se torna uma certa vantagem, quando o pego cheio sentindo Federal, alguém vai descer no Uni-BH, então já fico de olho, observando quem tem cara de Uni para nhaque na cadeira quando a pessoa levantar, mas para isso atravesso o centro em pé.
Aproveitando o assunto, não reconheço mais aquela região da Lagoinha. Sumiu tudo o que fez parte da minha história academica naquela avenida. E mais: Onde a BH trans colocou o ponto de quem vai descer ali sentindo Pampulha? Estou revoltadissima por todos que tem que descer no Odilon Behrens e voltar aquele pedação todo para chegar a faculdade, porque até hoje não vi nenhum ponto ali na proximidade de onde era antigamente.
Enfim, depois de todo esse desabafo, eu vou é dormir, se não amanhã eu não acordo a tempo de ir a pé para a aula e terei que pegar uma Mercedes.

bate papo no comentário

Para quem implica que meus comentários viram conversa entre os frequentadores, confira os comentários do blogue do presidente da Emater-MG. Ri muito! Virou sala de bate-papo, ou quase uma caixa de e-mails. As pessoas escrevem cartas entre si.

http://zesilvasoares.blogspot.com/2009/11/minas-coloca-brasil-no-mapa-da.html#comments

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

engano.

Eis que meu pai estava hoje todo alegre e saltitante no serviço quando foi tomar o cafézinho pela manhã. O assunto na roda era um colega dele de setor que precisou passar por uma cirurgia de urgância no pulmão esta semana. Preocupado com o estado de saúde do rapaz, um outro colega comenta:
"Nossa, e ontem até ligaram aqui para avisar sobre o falecimento de um grande amigo dele lá em Lambari e eu tive que explicar que nem há como passar a informação e falei toda a situação."
De repente vem uma idéia na cabeça do meu pai:
"João de Lambari?" e então o informante responde positivamente.
Então meu pai além do susto da morte de seu grande amigo de juventude e tudo mais, que vinha há anos resistindo a um câncer, teve que dizer:
"Então o telefonema não era para o José Fernando, era para o Luiz Fernando! Era para mim!"

Pouco depois meu pai já de volta a sala, quando chega um colega de outro andar:
"Uai Luiz, vim ver o que houve, pegar notícias suas. Hoje o Edinaldo de Lavras me ligou preocupado que você teve que passar por uma cirurgia de urgência e estava hospitalizado."

E foi isso o dia todo, liga primo, liga tio, todo mundo lá em Lavras, recebeu a tal notícia. Com a falta do meu pai no velório, a justificativa se espalhou entre toda região.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Amnésia


Queridos, observem bem o segundo comentério, aquele meu que eu exclui! Engraçado, não me lembro nem de ter escrito e nem de ter apagado.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

pais também erram

Ainda hoje me lembrei de duas coisas que meus pais me ensinaram relacionadas ao mundo pop e eu apesar de achar meio estranho demorei anos para descobrir que não era extamente dessa forma. Meu pai me contou que a Luciana Gimenez teve um filho com Michael Jackson. Já minha mãe desde crianaça me ensinou que o Ney Matogrosso é demais, que essas fantasias e toda aquela desenvoltura é extremamente profissional, que fora dos palcos ele é um homem heterossexual.

chuva



Chove e como chove. Choveu a madrugada toda. Choveu lá fora e choveu dentro, dentro da minha cabeça. Choveu pensamentos, lembranças, sentimentos, uma chuva de emoção. A diferença que lá fora choveu forte. Aqui dentro chuviscou. A água lá fora levou galhos e energia, arrasou com casas. A chuva aqui dentro molhou a memória, equilibrou a energia e a água arrastou somente algum sisco que estivesse no caminho até o queixo, não chegou a molhar o chão, mas umideceu a fronha. Entre a chuva lá de fora e a chuva aqui de dentro, chove coisas a fazer, o quarto por arrumar, o livro para ler. Enquanto isso chove essas palavras sem sentido por aqui.